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| (Precedido del romance El quintado [ficha 2678].) |
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Seu cavalo aparelhou, sua espada embainhou, |
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chegou ao meio do caminho, o inimigo encontrou. |
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--Onde vás, soldadinho, onde vás agora aqui? |
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--Vou ver a minha amada, há sete anos que a não vi. |
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--Tua amada já é morta, é morta, que eu bem na vi. |
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--Dai-me os sinais que levava, para me acreditar em ti. |
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--O caixão era de rosas, a coroa de marfim; |
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os padres que levava não tinham conta nem fim. |
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A sepultura foi aberta no meio dum jardim. |
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--Seja o que Deus quiser, adiante sempre vou.-- |
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Chegou mais adiante, borborinho alevantou. |
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--Não te espantes, cavalo, nem cavaleiro que vai em ti; |
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sou a tua amada, há sete anos que te não vi. |
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--Tu minha amada não és, que mo disseram ali; |
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os sinais que me deram não tos vejo a ti. |
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--Os sinais que te deram não os tenho agora aqui; |
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estão no inferno a arder, amor, por causa de ti. |
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--Vou vender o meu cavalo e vendo-me também a mim, |
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para te fazer o bem d` alma, para vires p`ra o pé de mim. |
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--Não vendas o teu cavalo, não te vendas também a ti; |
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quanto mais bem d` alma fazes, mais me condenas a mim. |
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Se chegares a ter filhas, traze-as diante de ti, |
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p`ra que se não percam por homem, que eu por homem me perdi. |
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--Dá-me um beijinho só, que me quero despedir de ti. |
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--A boca com que te beijava, eu não a tenho aqui; |
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está no inferno a arder, amor, por causa de ti. |
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--Dá-me os teus braços, que me quero despedir de ti. |
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--Adeus, meu lindo amor, para um século sem fim.-- |