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Lá no Dia de Juízo, dia de tanta amargura,
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ditosa da criatura que tiver sua alma pura.
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Hei-de-me vestir de pecados dos pés até à cintura,
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para o fogo atiar enquanto o pecado dura.
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Fogo dos céus e da terra, fazemos comparação;
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por onde havemos nós fugir sem saber para onde vamos?
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Há-de vir um terramoto que nos há-de esmigalhar,
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que até os nervos dos corpos se hão-de desconjuntar.
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Lá vem uma nuvem d` água para o fogo apagar;
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atrás uma de enxofre para o fogo atiar.
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Lá vem uma nuvem branca descobrindo o ponente;
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traz Jesus Cristo atrás, com sua vara diente.
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Todos os que viram a Cristo, todos o hão-de temer;
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vem condenar ao inferno àqueles que o merecero.
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Os que forem bem julgados à direita ficarão,
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à espera de Maria, que lhe venha dar perdão.
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Os que forem mal julgados à esquerda ficarão;
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pega o abismo neles, para o fogo d` aleião.
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Quem esta oração souber, sextas e sábados do ano
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tira as almas do perigo e a sua de pecado.
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Quem a souber que a diga e quem a ouvir que a aprenda;
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lá no Dia de Juízo verá o que ela defende.
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