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Jonas, desobediente ao que o Senhor o mandou: |
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fosse pregar à Nívia, onde Jonas desembarcou. |
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Indo na sua jornada, felizmente navegava, |
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pensando que o não via aquele que o condenava. |
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O vento vai favorável. Um par de léguas andadas |
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depara-se uma tormenta. Disse Jonas aos pilotos: |
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--A tormenta vai armada, as vidas vão arriscadas: |
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se quereis que ela passe, mandai-me deitar ao mar, |
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pois enquanto aqui for ela não há-de cessar. |
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Responderam os pilotos todos, em grande cuidado: |
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--Ó homem, estás louco, vário ou desesperado? |
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--Não estou louco ou vário nem tão-pouco desesperado; |
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tenho ofendido o Senhor, quero castigar o meu pecado.-- |
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A instâncias que fez ao mar o foram lançar, |
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mas o Senhor lhe deparou um barco para o salvar. |
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Esta estranha embarcação por Deus foi ordenada; |
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no ventre duma baleia felizmente navegava. |
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Quarenta horas esteve no ventre dessa baleia, |
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sempre posto em oração, pedindo ao Senhor perdão |
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de todo o seu coração. |
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Chegou a baleia à Nívia com vontade de lançar; |
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abriu a enorme boca, lançou Jonas no areal. |
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Ficou muito contente por nascer segunda vez; |
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pôs-se a louvar o Senhor p`lo milagre que lhe fez. |
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Procurou a alguma gente que cidade era aquela. |
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Disseram-lhe que era Nívia. Entrou a pregar, dizendo: |
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--Homens maus e errantes, tratai de vos emendar; |
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tendes o Senhor agravado, porque o tendes ofendido. |
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Se não vos emendardes, vos dará grande castigo. |
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--Se o Senhor tem algum castigo para nos dar, |
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reparta-o por monte e vale e por onde não fizer mal. |
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Tanto mal nos têm feito e nos querem fazer; |
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dai-nos o vosso bem, |
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para que na santa paz gozemos a glória. Amén.-- |