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Santa Bárbara, luz divina, oh pérola tão estimada! |
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Na hora em que nasceste logo devoção tomaste; |
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com Jesus te saudaste, com o filho da Virgem falaste. |
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Vosso pai, como um urgentinho, o rouxinol que dizia |
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que a menina era santa, que aos céus subiria. |
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O pai, para não dar lugar que ela aos céus fora gozar, |
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a tratara de a meter nem sol lua a mirava. |
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Ao cabo de nova idade o pai lhe foi perguntar: |
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--Ó Bárbara, ó filha minha, com quem te queres esposar? |
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--Com Jesus, pai da minha alma, que é que vos há-de salvar.-- |
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Naquela hora e momento a tratou de a degolar; |
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ela não quis obedecer sem do céu vir embaixada. |
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Veio um anjo com cuidado: --Ó Bárbara santa, padece, |
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obedece o teu degolar; Jesus te há-de salvar. |
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Trovões e faichos de fogo a teu pai hão-de abrasar. |
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Logo no primeiro trovão Santa Bárbara foi coroada. |
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Logo Nosso Senhor disse: --Milagre de Santa Bárbara. |
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Castelos e fortalezas renderam graças a Deus. |
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Que saúde nos daria a vossa sabiduria! |
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Sois mais linda que o sol, mais prefeita que as estrelas. |
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Santa Bárbara, luz divina, ouvide a nossa oração: |
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alcançai-nos a mãe de Deus para a nossa salvação. |