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--Vilaninha me sondes ora! --Vilana sou, mas não vossa! |
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--Como passa la vilana lá no rio sem uma ponte? |
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Alvejam-lhe os pés n` água, parece a neve do monte. |
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Como passa la vilana lá no rio sem na pedra? |
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Alvejam-lhe os pés n` água, parece a neve na serra.-- |
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Bem lhe mirava el-rei, às suas altas janelas: |
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--Oh quem fôra senhor, fôra, de tão alvesinhas pernas! |
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--Fazei vós a mim senhora das vossas altas janelas, |
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que eu vos farei a vós senhor das minhas alvinhas pernas. |
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--Oh quem fôra senhor, fôra, de tão lindos pernegões! |
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--Fazei-me vós a mim senhora dos vossos altos balcões, |
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que eu vos farei a vós senhor dos meus alvos pernegões.-- |