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--Há vinte e quatro anos que às ordens m` entregaram; |
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quatro vinténs e um pão foi tudo quanto me deram. |
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--Ó chouriços da minh` alma, consolai este mortal; |
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vinde, vinde sem demora p`ra dentro do meu bornal.-- |
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| (Os chouriços correram para o bornal de João. E depois era o demónio, que o demónio tentou em levar p`ra o inferno João. Mas eu já não sei aqui. E o João diss` assim:) | |
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--Olá, de grande estafermo; que fazes tu por aqui? |
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Um diabrete tão feio como tu eu nunca vi.-- |
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| (E depois o diabo disse:) | |
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--Pôs-me os ossos num feixe, que mal me posso mover; |
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se cá vem o João Soldado, deita tudo a perder.-- |
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Diabos e diabinhos, diabretes e diabrões, |
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venham todos prevenidos com pás e com alviões. |